Adoração Poética


Meu ser, Minha essência




Nos dias de hoje, fala-se muito em um evangelho de bênçãos, de prosperidade, de alegria e felicidade instantânea. Fala-se de um evangelho de quebra de maldições, de muitos dons, de alegria eterna, de cura e libertação.

Não sei realmente se isto que vem acontecendo é o derramar do Espírito ou é a chegada dos “falsos profetas”. Não sei dizer com certeza se isto é certo ou é errado, mas a certeza que tenho é esta: estamos precisando de um novo evangelho – o evangelho da angústia, das lágrimas, da transparência, do amor ao próximo, da santidade, do servir, do adorar e da vida em comunhão, que nada mais é do que o evangelho anunciado por Cristo.

Se observarmos os profetas da bíblia, tais como: Jeremias (profeta chorão) e Neemias, podemos ver que eles eram homens que não observavam se estava lhes faltando algo, mas sim, o que poderiam fazer em favor dos outros. Derramaram lágrimas pelo seu povo, angustiaram-se pelo pecado do seu povo, e principalmente intercederam em favor do seu povo.

Precisamos reconhecer o que somos e não impormos em nós mesmos um caráter de “super crente” ou de alguém que é diferente da nossa essência pecaminosa. Deus não necessita de adoração, mas nós precisamos O adorar em Espírito e em Verdade.

Necessitamos meditar na palavra de Deus e ver quem é o Jesus que nos chamou para sermos Seus servos e melhor, Seus amigos. Podemos encontrar um Jesus que nos diz: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me (Mt 16:24).
Alguns afirmam que esta é uma cruz de bênçãos, mas eu prefiro a tese de que esta cruz seja a da angústia e das lágrimas. Precisamos olhar para os lados e ver quantas pessoas estão morrendo e indo para o inferno. Basta olhar qualquer canal de TV para ver quanta bobagem e quantas heresias podemos encontrar. Seitas estão sendo postas a nossos filhos como “algo do bem”, quando na verdade seu objetivo é brincar com a alma dos “inocentes”, levando-os para um destino triste e sombrio.

Precisamos derramar nossas lágrimas por nosso país, por nosso estado, por nossa cidade, por nosso bairro, ou talvez até mesmo pelo nosso vizinho que esta se perdendo. Precisamos sentir o coração de Deus para saber o quanto Ele se importa com a pessoa que esta sem rumo, sem princípios.

Estava pensando em uma frase que ouvi que diz o seguinte: Nós necessitamos ter INTIMIDADE com Deus. Mas o que é intimidade? Intimidade não é falar em línguas, nem mesmo expulsar demônios, nem orar com eloqüência. Intimidade é a motivação que existe no mais íntimo do nosso coração e que nos faz viver a verdadeira VIDA CRISTÃ, isto é, a VIDA DE CRISTO.

Algumas perguntas que levo comigo no meu dia-a-dia são: Porque vou à igreja? Porque tenho que falar de Cristo? Porque sou Cristão? Onde está a motivação do meu coração quando levanto minhas mãos na igreja? Quando oro, falo ao coração de quem. De Deus ou dos homens? Porque tenho que orar?

Que nós possamos saber e entender os propósitos de Deus para esta geração, não apenas usufruindo das bênçãos de Deus, mas sendo como bravos soldados da frente de batalha, prontos para guerrear por almas que estão se perdendo.



Meu ser, Minha essência

Neste meu jeito meio desengonçado,
Fico muitas vezes envergonhado,
Pela forma de Te amar.

Sinto-me tão pequeno e tão fraco,
Por muitas vezes ser um pecador insensato,
Deixando de Teu buscar,
Esquecendo-me de Te glorificar.

Aprendi que sou o meu maior inimigo.
Para mim, é mais difícil lidar comigo mesmo
Do que com as coisas que estão à minha volta.
Sou ignorante ao ponto de querer esconder minhas falhas.

Quando me convém, sou inocente.
Quando me convém, o mais justo de todos os homens.
Quando me convém, estou pronto para julgar.
Quando me convém, dou um jeitinho para me safar de algum problema.

Vejo que um dos primeiros jogos
Que aprendi quando ainda era criança era o
De esconde-esconde.
Desde pequeno, criei em meu ser uma identidade de
Ser enganador de mim mesmo.

Não sei quantos passos posso dar,
Se trabalho neste dia ou não,
Se oro alto ou baixo,
Se oro para o Senhor ou para o povo.

Não tenho medo do que faço,
Tenho medo de ser vítima daquilo que faço.
Se não tivesse conseqüências amargas,
Eu faria.

Estou farto de agradar a mim mesmo,
Viver em meias verdades,
De viver atrás de expectativas alheias.
Ser movido por emoções que não trazem mudança alguma.

Chega de tentar provar para as pessoas
Algo que não sou,
Algo para o qual não fui formado.
Algo mais do que esperam.

Pego-me muitas vezes
Em defesa da minha reputação,
Em defesa da minha
Posição hierárquica profissional.

O ego divinizado
Envolve a igreja
Propondo um evangelho próspero
Sem dor, sem espinhos e sem culpa.

Mas sabe o que me agrada?
É saber que existe uma Pessoa a
Quem não preciso provar nada.
É o Deus todo poderoso!

Porque Ele não olha
Para o que eu faço
Ou para que tenho, mas sim
Para aquilo que sou.

E Ele vem no íntimo do meu ser e diz:
Tu és Meu filho amado
Em quem o meu coração
Esta satisfeito.

 Escrito por Junior Della Mea às 01h16
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